O encontro musical de Mandy Moore com o Amanda Leigh:

Batizar um álbum com o nome de batismo, parece não ser a coisa mais diferente do mundo, mas em 2009, após uma nova perspectiva que o Wild Hope (2007) trouxe à Mandy Moore, ela se sentiu finalmente fazendo o que mais gostava: A música pop que ela se identificava.

Se em 2001 batizou seu álbum com o nome artístico, porque era aquele tipo de pop que queria fazer: Visionário, agregador de culturas e sonoridades, mas com um toque do pop dos anos 2000. Em 2009, a partir de outra perspectiva ela queria mostrar o que ela gostava de ouvir e, consequentemente, trabalhar. 
Parece que por ela sempre ser à frente de seu tempo, nunca foi compreendida. Porque sempre a viram como mais uma cantora de pop adolescente. 
O conceito disso saiu de cena no álbum Coverage (2003), quando ela começou a perceber que se identificava com sonoridades distantes da atualidade, na época. 
Mas nem sempre isso significou agradar a crítica especializada ou o público. Havia sempre um embate de um desses lados, a querendo deixá-la numa caixinha. 
E borboletas não foram feitas para serem enclausuradas, a beleza delas está em mostrar ao mundo quem são. 

Mandy por ter uma personalidade mais forte e, ao mesmo tempo,  reservada foi tachada de "sem sal" e outros adjetivos de pessoas que quando não sabem criticar utilizam o mais do mesmo. Ela nunca criou intriga com ninguém e sempre preferiu ficar na dela. E isso, na nossa sociedade, sempre foi motivo de incômodo: Mostrar o que somos e o que realmente queremos. 

A era pop de Mandy, em sua visão resumida, mas com uma mensagem linda, está disponível na faixa Fifteen do Silver Landings (2020), mas falei isso tudo para contextualizar essa redescoberta Mandymooreana chamado de Amanda Leigh. 

Amanda Leigh marcou a despedida do rótulo de "apenas mais uma cantora adolescente". Foi aí que a crítica, na época, soube o quanto deviam ter valorizado os trabalhos anteriores de Mandy. 
Ela embarcou numa sonoridade adulta, mesclando o pop, o folk, o rock e outros elementos da década de 60 e 70, influenciados por artistas como Joni Mitchell e Paul McCartney. 

Amanda Leigh rebatizou a carreira musical de Mandy, a partir do momento que ela se sentiu segura para dar seu próprio nome ao álbum, conseguiu mostrar que seu timing sonoro estava em evidência, pois além de interpretar as faixas, ela também o compôs. Junto de Mike Viola, um amigo e produtor musical. Inclusive, naquele ano, se especulava que eles iriam gravar um álbum como dupla, mas ficou apenas nas especulações. 
Ela também contou em entrevistas que Amanda Leigh era como foi chamada quando ia gravar as músicas na cabine. Diferente de outras vezes, em que era chamada de Mandy, aqui, ela estava sendo chamada pelo que ela era - o que tornou-a se autoafirmar Amanda Leigh. 

O álbum apresenta nas onze faixas um lado orgânico, vintage, melancólico e de tom irônico. Se for reparar bem, é assim que a Mandy muitas vezes se apresenta nas canções e nas imagens do encarte. O que ela sempre se pertenceu, mas com a opção de transitar de forma corajosa em qualquer espectro.


A principal mensagem desse álbum é: Não tenha medo de mostrar quem você é e o que acredita. 








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