21 anos de In My Pocket:
Com uma sonoridade diferente das outras princesas pop, inovador e cheio de musicalidade mestiça, In My Pocket foi o single que definitivamente abriu espaço para que Mandy Moore pudesse mostrar que estava crescendo.
Incluso no álbum homônimo de 2001, escrito por Randall Barlow, Emilio Estefan, Liza Quintana, e Gian Marco Zignago, sendo produzido por Emilio (um famoso compositor peruano) e Randal, o single misturava uma sonoridade do Oriente Médio, com influências da musicalidade tailandesa, descrita como dance-pop e R&B, a música ajudou Mandy a ter uma imagem e um som mais únicos, quebrando o estereotipo de princesa do pop.
Em países como Austrália, Nova Zelândia e até países do Oriente, o single se deu bem vendendo em torno de 30.000 cópias. O grande problema, é que pro mercado estadunidense, Mandy não foi tão bem aceita com a nova sonoridade.
Lançado em 1° de maio de 2001, nos Estados Unidos, Mandy não conseguiu fazer com que o single se tornasse memorável a ponto de chegar nas mais tocadas da Billboard 100.
Em compensação, para todos nós que somos fãs da artista, consideramos um trabalho bastante injustiçado pelo público, já que ela literalmente inovou o cenário da qual fazia parte. O grande problema, talvez, foi que seu país de origem sempre fechou as portas no quesito cultura de outras nações, principalmente as vindas do Oriente, que já são tão estereotipadas.
Outro erro que fez com o álbum também não fosse bom nas vendas, foi que o disco apresentou bastante saladas mistas no quesito de setlist. Não eram todas as músicas que conversavam entre si. A única "gêmea" de In My Pocket, foi Saturate - Me, por misturar também a mesma sonoridade, mas se diferenciava por se inclinar à uma balada. Essa confusão de estrutura e coesão não agradou muito.
Se In My Pocket fosse lançada por uma cantora que chegasse mais fácil às massas na época, seria melhor vista e mais lembrada, porém, Mandy vinha ainda de um pop infanto-juvenil, era considerada por alguns "a mais sem sal" das quatro principais princesas pop, já outros a viam com o dilema de "ser fofa sempre". Foi difícil sair desse rótulo, fazer uma ruptura e se mostrar de verdade.
Ela continuou essa busca, no Coverage (2003) e somente se concretizou no Wild Hope(2007).
Hoje vejo que Mandy vem plantando uma coesão que talvez lhe faltou no passado, por desleixo de quem cuidou de sua carreira (gravadora e outras assistências).
Com Silver Landings(2020), ela seguiu uma linha de sair do casulo depois de tanto tempo longe da música. Agora, com In Real Life (2022), ela vem mostrar que da janela de uma carreira consolidada, pode-se mostrar bem mais do que se imagina, mesmo que sua música não alcance os milhões.
Talvez, sua indicação ao Grammy só venha depois de um terceiro disco (de sua era indie), mas gostaríamos muito que a justiça fosse feita há um tempo atrás.








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